Quinta-feira, Novembro 27, 2008

voltando a doar sangue, depois de muito tempo


finalmente, depois de meses tentando sem conseguir, fui doar sangue. acabei de chegar.

há um tempinho venho pensando a esse respeito, uma maneira de expandir (um bocadito) meu plano maligno de dar a minha contribuição "para um mundo melhor".

[a prova do crime, com participação especial do haku]

a saga começou no meio do ano, quando eu decidi que ia começar a doar sangue regularmente. primeiro, eu não conseguia definir critérios de escolha de onde doar. troquei idéias com a pri, minha amiga médica, mas como eu mesma não sabia o que queria, ela não pôde me ajudar (coitadinha, acho que eu a deixei confusa :-p. desculpa, pri!).

agora, a idéia clareou e o critério que eu queria e não achava era doar onde houvesse mais necessidade. onde seria mais crítico? onde as pessoas fossem pobres e tinham menos acesso às informações? em uma instituição pública como o pro-sangue, haveria uma espécie de banco central que poderia fazer uma distribuição mais racionalizada na rede pública de hospitais?

como já tinha enrolado um tanto, fui atrás da fundação pro-sangue e descobri que a doação era feita no HC (portanto um lugar de fácil acesso) e gostei porque você pode agendar a sua doação.

feliz e pimpona, lá fui eu unindo o útil ao agradável: precisava aparar a juba e o benê fica pertinho do HC. ia matar dois coelhos numa cajadada só.

tudo ia bem, agendei, fui ao cabeleireiro, apressei-o porque tinha hora marcada, mas quando cheguei lá... a doação só pode ser feita com documento de identidade original. fiquei bem chateada... indignada seria a palavra melhor.

mas não deveria ter ficado, não é mesmo?

bom, enfim, mais tempo se passou e sempre era uma coisa e outra que atrapalhava e antes de ontem, nem sei bem por que, lembrei-me dessa história. eu já tinha verificado que poderia doar sangue no hospital samaritano, outro lugar de fácil acesso e, então, decidi que dessa semana não passava.

o procedimento foi rápido, fácil, seguro e não me senti mal. e ainda fui agraciada: ontem foi o dia do doador de sangue e, por isso, nessa semana, eles estão presenteando os doadores. ganhei um par de havaianas, ingresso para o cinemark e bolo de nozes (que amo e estava particularmente bom!).

[agradinhos]

estou feliz por ter conseguido pôr em prática mais essa açãozinha na minha vida.

aproveito e já vou deixo agendado no meu calendar a próxima doação.

descobri que há um outro tipo de doação: aférese, que é a doação de plaquetas e pode ser feita até semanalmente, se o doador se dispuser. as plaquetas são utilizadas por pacientes em tratamento quimioterápico, por exemplo. o processo é mais demorado: entre uma e duas horas porque você é conectado a uma máquina que retira apenas as plaquetas, mas você deve ter doado sangue na instituição ao menos uma vez e pesar, no mínimo, 60 kg.

[o bolo de nozes maravilhosinho]


PARA DOAR SANGUE, VOCÊ DEVE:

- ter entre 18 e 65 anos.
- ter peso acima de 50 quilos.
- não ter doado sangue há menos de 60 dias (homens) ou 90 dias (mulheres)
- não ter recebido sangue ou derivados há menos de 5 anos.
- não estar grávida ou amamentando e esperar até o 3º mês após o parto para fazer a doação.
- não apresentar estado gripal ou febre nos últimos 7 dias.
- não ter realizado tratamento odontológico recentemente.
- não doar sangue se fez tatuagem há menos de 1 ano.
- não doar sangue se faz uso excessivo de bebida alcoólica ou se ingeriu álcool 12 horas antes da doação.
- não comparecer em jejum.
- evitar alimentos gordurosos 2 horas antes da doação.
- não ser portador de diabetes dependentes de insulina.
- não doar sangue se faz uso de medicamentos como: anticonvulsivantes, anticoagulantes e antibióticos. O uso de demais medicações será avaliada individualmente.
- intervalo de 3 meses para cirurgias de pequeno porte e 6 meses para cirurgias de grande porte.
- não ser portador de Hipertensão Arterial Grave.

ah! e não faça como eu: não se esqueça de levar um documento original!

Domingo, Outubro 05, 2008

sendo uma cidadã um pouquinho mais consciente

hoje, finalmente, depois de muuuuuuuito tempo, fui votar! é que meu título não era de são paulo e eu vinha justificando o voto há anos.

então, desde a última eleição, decidi que não adiantava ficar só reclamando dos políticos se eu, nem ao menos, cumpria o dever cívico de escolher um candidato e votar! nada contra os justificantes (mesmo, porque acho que cada um é cada um e cada um sabe o que é melhor pra si), mas eu não estava mais feliz com essa (des)opção que havia feito para mim mesma.

então, estou muitíssimo feliz por ter começado uma historinha! mesmo que ainda seja só a sementinha e eu saiba que não vai mudar o mundo =).

bom voto a todos!

Terça-feira, Março 11, 2008

Autismo por Mariana Serrajordia Lopes

Uma amiga de velhos tempos conhece profundamente sobre autismo. Ela tem um irmão autista e a mãe foi uma das fundadoras da AMA (Associação de Amigos do Autista). Ela também se especializou em terceiro setor e, dia desses, numa lista da qual participamos, um outro amigo perguntava a opinião dela a respeito de uma matéria que saiu na Wired sobre o assunto. Fiquei muítissimo impressionada e disse-lhe que "a lucidez e coerência com que você argumenta sobre o tema deixam claro para o mais leigo no assunto que você fala com propriedade." E, na seqüência, pedi para poder publicá-lo aqui, para que fosse possível dividi-lo com mais pessoas.

A moça se chama Mariana Serrajordia Lopes :-).
O artigo da Wired é o The Truth About Autism: Scientists Reconsider What They Think They Know.

Estou reproduzindo o texto na íntegra e, muito embora, para uma lista de discussão, o texto esteja muito bem construído, talvez vocês se espantem com o final que deixa um gostinho de "quero mais" =)!

Meus agradecimentos à Mari pela gentileza em compartilhar seu conhecimento conosco.

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A idéia de que autismo não é uma deficiência, mas um "estilo cognitivo", com vantagens e desvantagens, não é, absolutamente, nova. Em 1996 Francesca Happe (da turma do Simon Baron-Cohen e Uta Frith, Inglaterra), veio ao Brasil a convite da AMA, e mostrou pesquisas do grupo deles que apontam que as pessoas com autismo são mais rápidas e eficientes para identificar o desenho real por trás de uma ilusão de ótica ou de um mosaico cheio de detalhes. Nestes testes, as "pessoas normais" não conseguem olhar cada parte separadamente e são enganadas pela influência das partes umas nas outras, pois não conseguem evitar o esforço do cérebro em fazer um sentido global com todos os elementos da cena. Já as pessoas com autismo são extremamente eficientes em enxergar cada parte como se o resto da imagem não estivesse ali -- e por isso não são enganadas pelas ilusões de ótica ou conseguem copiar mais rápido um desenho muito complexo. Mas isto tambem ajuda a entender porque um ambiente cheio de detalhes desimportantes é tão estressante para pessoas com autismo - todos os detalhes recebem igual atenção - enquanto que os "neurotípicos" conseguem abstrair elementos não essenciais à cena e se saem melhor.

Uma grande diferença entre o pessoal de Londres e a forma como esta reportagem aborda a questão é que na Wired o povo parece magoado com o resto do mundo, e querendo mostrar, com um tom raivoso, como todos estão errados.

No caso da Baggs, estrela e autora dos vídeos no YouTube, me parece que há uma grande confusão entre o geral e o particular. Ela diz ter autismo, e aí se volta contra tudo o que as pessoas dizem sobre quem tem autismo. Todo mundo diz que pessoas com autismo têm inteligência deficitária, mas ela quer gritar por aí que ela não tem inteligência deficitária. Tá bom, e daí?

Pensando no que sei sobre autismo, eu diria que ou a Baggs não tem autismo, ou alguém muito mal intencionado usou imagens de uma pessoa com autismo pra montar essa personagem Baggs. Autismo, por definição, envolve inabilidade de se relacionar com pessoas, e esse comportamento dela de viver blogando e conversando na internet não me pareceu coerente (a história da Temple Grandin tem algumas coisas em comum, mas tem diferenças fundamentais, e, pra mim, é mais coerente). A articulação dela também não me pareceu nada coerente com o fato de ela gostar de passar o dia entoando uma mesma melodia, chacoalhando uma folha de jornal e balançando o corpo, e precisar de apoio para comer e tomar banho. Mas não vou dizer que é impossível que essa história seja verdadeira, e daí o que ela tem é uma coisa que não pode ser simplesmente definida como autismo, e acho complicado a reportagem assumir o tom de que ela está sendo uma porta-voz de tantos outros na mesma situação, dando a entender que todo mundo que foi diagnosticado com autismo está sendo injustiçado pelo preconceito.

Sobre inteligência, é também muito velha a teoria de que a pessoa com autismo é como uma pessoa dentro de uma bolha: ela é inteligente, apenas não consegue se comunicar. E quase tão velha é a constatação de que, mesmo com testes projetados para dispensar as habilidades de comunicação, a maioria das pessoas com autismo apresenta inteligência bem abaixo da média. Dentro daquele escopo diagnóstico mais amplamente aceito (quero dizer, não trazendo o Bill Gates e companhia para o universo dos diagnosticados com autismo), ainda é vigente a convicção de que na grande maioria dos casos o autismo vem acompanhado de déficit cognitivo. E se formos alagar o critério diagnóstico e trazer Bill Gates, Einstein, colegas de Poli, etc, para o clube dos diagnosticados, aí a questão da inteligência muda, mas não da forma como colocada no artigo. Quer dizer, há pessoas com autismo e ao mesmo tempo muito inteligentes? Há, e ninguém duvida. Essa inteligência não é uma inteligência oculta, que ninguém vê, e que precisa que os cientistas troquem seus testes para poder detectá-la.

Quem trabalha com autismo está preparado para usar testes e ferramentas que prescindam da habilidade de comunicação. O engano que a reportagem sugere que seja cometido nos quatro cantos do mundo, e que é comparado a testar um cego a partir de ferramentas visuais, é básico demais! Já deu tempo de aprendermos sobre isso; pelo menos quem está trabalhando sério com autismo sabe disso, é um pressuposto básico.

Um outro ponto muito curioso é como tem movimentos radicais e opostos crescendo e ganhando força: de um lado, o movimento de aceitem-nos como nós somos; do outro, Cure Autism Now, Defeat Autism Now.

Pra um leigo, eu acho que a reportagem da Wired deixa muito forte a mensagem que depois é resumida na analogia com os gays. Mas eu acho que não dá pra negar o grau de deficiência de pessoas como o meu irmão. E não só ele, não...

Eu continuaria, mas tenho que sair!

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

oficina de sustentabilidade do banco real

ótima iniciativa do banco real!

eles tinham um programa interno, onde o funcionário ficava um dia em uma oficina de sustentabilidade. parece que deu tão certo que eles estão abrindo o curso para a comunidade. bárbaro!

e o melhor: você tem três datas para escolher:

- 30.jan.2008
- 29.fev.2008
- 28.mar.2008

e não precisa ser cliente pra participar não!
eu já fiz minha inscrição.

basta enviar um email para praticas@br.abnamro.com com os dados: nome completo, cpf, email, relacionamento com o banco (cliente PF ou PJ, fornecedor, representante de ong, acionista ou não-cliente).

para saber mais, visite o espaço real de práticas em sustentabilidade.

mari, tks pelo aviso!

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Campanha Dia sem Carro



No próximo dia 22 de setembro (sexta-feira), será realizado em São
Paulo e em diversas cidades do mundo o Dia Mundial Sem Carro, evento que ocorre anualmente na forma de campanhas de conscientização, manifestações e até fechamento de vias ao automóvel.

Aqui em São Paulo a prefeitura adotou o dia mundial sem carro e não haverá fechamento de ruas. De qualquer maneira, esta é uma grande oportunidade para que nós possamos influenciar o poder público a estudar e realizar melhorias em nosso sistema de transportes, de forma a torná-lo menos excludente e mais sustentável física e ambientalmente.

Para quem realmente não pode deixar de usar o carro, use-o. Mas quem puder, colabore e deixe o carro em casa neste dia, exercendo assim o protagonismo e transformando em prática nossos discursos.

Você pode:
- Fazer um boa caminhada ou usar uma bicicleta, para quem mora perto do trabalho
- Vir de ônibus ou metrô
- Exercitar a carona solidária: nada de vir sozinho no carro, aproveite
para vir com seus colegas que morem e trabalhem perto de você.

SERVIÇO
http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/diasemcarro/

Tks, Mari, pelo texto!

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Este post tem a intenção de disseminar a campanha Dia sem Carro. Todos os direitos são reservados aos seus respectivos proprietários.

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Os 3 Rs

Ando tentando colocar em prática os 3 Rs da sustentabilidade, ou seja: reduzir - reutilizar - reciclar.

Na prática, isso quer dizer que, se você puder, deve reduzir o consumo das coisas. Não tendo como reduzir, tente reutilizar e, só em último caso, recicle.

Fico mortificada com a quantidade de lixo que geramos no dia-a-dia. Acho que o artigo do Niall Ferguson me deixou um pouco aturdida... eu já reciclo meus lixinhos há algum tempo. Antes, era bem mais trabalhoso, pois eu não tinha onde levar, então juntava uma montanha e levava pra Araraquara, onde meus pais têm um posto de coleta no bairro. Fiquei felicíssima quando o Pão de Açúcar implantou o lindo projeto de coleta seletiva que integra a população de catadores. Fantástico.

Porém, a questão da geração de lixo em si me incomodava, mas acho que ficou gritante depois de eu ter lido o artigo do Ferguson. E isso foi bom, pois tenho ficado atenta para reduzir o máximo possível. O que ele fala sobre comida excessivamente embalada me chamou muito a atenção e tenho procurado reduzir principalmente aí:

» Quando vou a restaurantes, procuro pedir bebidas que venham em embalagens retornáveis (tomo água no Torde e no Piola da Vilaboim por exemplo e guaraná no Aska)

» Tenho evitado comprar aqueles tomates italianos em lata. Compro tomates frescos e "despelo" (sei lá se existe essa palavra :-p) na hora. O bom é que eu achava q era mó difícil e descobri q é mó fácil!

» Tenho pensado em alternativas para alimentos "excessivamente embalados" e/ou que gerem muito lixo como barrinhas de cereal ou iogurte. O iogurte, testei uma receita ontem, gostei bastante do resultado, vamos ver se o gumpa topa! Para as barrinhas de cereal, testei uma receita da Valentina, q tb ficou bem razoável (essa o gumpa já aprovou :-D). A receita do biscoito vai pro ar em breve!

» Levo a caixa de ovos na feira para "reabastecer"

» Compro mel em garrafas de 1l (ao invés de comprar potes pequenos)

Eu sei que é muito pouco... mas pelo menos é um começo :-D!

Sexta-feira, Agosto 18, 2006

[enfant] Brincando na Rede e Minhas Incursões por ele!

Achei que esse post merecia figurar neste blog porque o Brincando é um site para crianças vinculado às ações de Educação e
Desenvolvimento Sustentável do Banco Real.

Outra razão é porque, a partir da semana que vem, eu começo a escrever (e ilustrar!) uma historinha pro Brincando! Trata-se de "Amigos para Sempre?"

Procurei conceituar a história de tal maneira que ela tivesse preceitos para, digamos, "um mundo melhor". Não quero dar mais detalhes do que esses porque gostaria de saber, ao final da história, se consegui atingir meu objetivo, ou seja, se ficou claro qual era o preceito para um mundo melhor que estrutura toda a narrativa.

Espero que vocês gostem!